sábado, 12 de dezembro de 2009


No Conversa Afiada

A Folha (*) quer calar o blogueiro ?

10/dezembro/2009 7:48

Quem disse que a Folha (*) é um jornal ?

Quem disse que a Folha (*) é um jornal ?

O Conversa Afiada reproduz e- mail que recebeu do amigo navegante Stanley Burburinho (quem será o Stanley Burburinho ?):

Blogueiro é notificado por uso indevido das marcas da Folha e do UOL
9/12/2009

Sérgio Matsuura, do Rio de Janeiro
Na última sexta-feira (04/12), o blogueiro Antonio Arles foi notificado extrajudicialmente pela Folha de S. Paulo e pelo UOL. O motivo foi a publicação, no blog Arlesophia (http://www.arlesophia.com.br/ ), de selos de uma campanha pedindo que os internautas cancelem suas assinaturas nos dois veículos.

“A marca da Folha e do UOL foram indevidamente utilizadas, de vez que não autorizadas (…). Tal atitude fere diversos dispositivos legais, constituindo crime”, diz a notificação.
Assustado, Arles, que cursa a faculdade de História na USP, retirou as imagens do ar imediatamente. “Aparece uma pessoa, vinda de táxi, e me entrega uma carta. Quando eu abro, vejo que é uma notificação. Eu fiquei assustado”, diz.

O blogueiro explica que não agiu de má-fé, apenas publicou imagens que recebeu por e-mail. “Eu não tinha conhecimento. Era uma coisa pública, estava na Internet, aí eu coloquei no meu blog”, conta.

Arles afirma ter se sentido intimidado com a atitude tomada pelos veículos. “Eu acho que foi uma tentativa de cerceamento da liberdade de expressão”, diz, lembrando o caso da Folha de S. Paulo, que recebeu uma suposta ficha criminal da ministra Dilma Rousseff e a publicou.

“É o mesmo caso. Eles (Folha) não receberam a ficha da Dilma por e-mail e publicaram? Eu também recebi as imagens por e-mail e publiquei. Eles não tiveram o trabalho de apurar para confirmar a veracidade do documento. Eu não tive a preocupação com uso indevido da marca”, afirma.

A advogada da Folha de S. Paulo Taís Gasparian afirma que a medida não visa o cerceamento da liberdade de expressão, apenas o resguardo da marca das empresas. “Nunca pretendemos cercear a discussão sobre o assunto. Ela é válida, interessante, desde que não se utilize a marca dessa maneira”, explica.

Taís argumenta que tanto o UOL como a Folha possuem blogs e as empresas defendem a liberdade de expressão. A advogada explica que o mesmo procedimento será adotado em situações semelhantes, não importando quem seja o notificado.

“Não tem nada a ver com o assunto tratado. Qualquer outra empresa, que utilize a marca da Folha ou do UOL dessa maneira, será notificada”, afirma.

O caso foi discutido pelo Fórum de Mídia Livre e motivou a criação da Rede de Solidariedade e Proteção à Blogosfera (http://www.comunique-se.com.br/conteudo/newsshow.asp?menu=JI&idnot=54453&editoria=8 ), que contará com juristas e advogados, além de um fundo com a ajuda de organizações nacionais e internacionais.
http://www.comunique-se.com.br/index.asp?p=Conteudo/NewsShow.asp&p2=idnot%3D54472%26Editoria%3D8%26Op2%3D1%26Op3%3D0%26pid%3D32411881089%26fnt%3Dfntnl



em http://www.paulohenriqueamorim.com.br/?p=23961

sábado, 5 de dezembro de 2009

As duas caras [ :) / :( ] da Veja


do VERMELHO


5 DE DEZEMBRO DE 2009 - 18H34

As duas caras da Veja sobre o 'austero' Arruda

A revista Veja chega às bancas neste sábado (5) com um exemplo talvez imbatível de confiança na falta de miolos e memória de seus leitores. Crucifica como "estrela" de "um dos mais repugnantes espetáculos de corrupção já vistos na história" o mesmo governador de Brasília que, na edição de 15 e julho último, era apresentado como modelo "de austeridade" e de que "é possível ser popular sem ceder às tentações do populismo".

A capa desta semana: pedras no 'austero' de julho

A edição de julho, trazendo nasPáginas Amarelas a entrevista laudatória com o governador José Roberto Arruda, do DEM, saiu "no mesmo dia em que o GDF [Governo do Distrito federal] fechava R$ 450 mil em compra de assinatura da revista Veja para a rede escolar", conforme recordou o jornalista Luis Nassif, em seu portal.

Naquela edição, o bandido corrupto de turno era o senador José Sarney (PMDB-AP). Ele aparecia na capa em uma foto com com os olhos vítreos; ao lado, a afirmação de que tinha "muito a explicar", pois documentos descobertos no Banco Santos "mostram uma conta secreta de US$ 870 mil movimentada em favor de José Sarney".

Afora a informação relevante, agregada por Nassif logo que estourou o escândalo brasiliense, tudo mais está na própria Veja. Em tempos de revolução informacional, o internauta não precisará nem vasculhar algum arquivo empoeirado para atestar a desfaçatez – que nem sequer vem acompanhada de uma tentativa de explicação como as colocadas na moda pela Folha de S.Paulo.




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"Devemos ter uma boa memória para sermos capazes de cumprir as promessas que fazemos."
Friedrich Nietzsche

terça-feira, 24 de novembro de 2009

O GOOGLE entra para o PIG(*)!


Quando vi o post no Conversa Afiada (clique para ver também) fiquei bastante descrente com o título: "Google trabalha contra Lula. Google entra para o PiG (*)". Realmente achei pouco provável. Mas, fui ao teste. E me surpreende com o resultado (do teste e da pesquisa Google).
Veja você mesmo, o Google Brasil agora é partidarista, elitista, conservadorista, PSDBista, PMDBista...

Vamos ao TESTE.

Abra a página inicial do Google e digite, no campo de texto, a palavra mentiroso e clique no botão ESTOU COM SORTE. Você irá diretamente para a página que fala sobre Luiz Inácio Lula da Silva na Wikipedia.

O pior de tudo é que se você pesquisar a palavra mentiroso nesta página da Wikipedia você não encontrará absolutamente nada. Ou seja, tecnicamente não seria está página que eu procurava quando digitei mentiroso. O ESTOU COM SORTE poderia redirecionar para Pinóquio, O Contador de Histórias, As Mentiras do PiG, enfim.... isso apenas prova o partidarismo, elitismo, conservadorismo, PSDBismo, PMDBismo... do Google.

obs.: a qualquer momento este blog pode sair do ar, assim como o blog do FBI (Festival de Besteiras da Mídia) saiu. Veja Aqui a causa.

domingo, 15 de novembro de 2009

Quiçá o Brasil como 5ª Maior economia do Mundo daqui há 10 anos


Do Blog Brasil, Mostra a Tua Cara:

Jornal Nacional - Modo de Fazer (aprenda com a Globo)


No Cloaca News
REPÓRTER DA GLOBO REINVENTA O JORNALISMO







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Uma nova modalidade de reporcagem acaba de ser introduzida na imprensa televisiva brasileira, por obra da jornalista cuiabana Delis Ortiz, 46.
Na noite desta quarta-feira, em pleno Jornal Nacional, o mais influente noticioso do país, a "repórter especial" da Rede Globofoi ouvir dos senadores o que seu chefe mandou que ela ouvisse sobre o blecaute da véspera, visto que, segundo ela mesma, "o apagão invadiu a pauta política".
Depois de registrar as "cobranças" do demo José Carlos Aleluia e do tucano Arthur Virgílio, o mais inútil parlamentar brasileiro, Delis interpelou o senador Aloizio Mercadante, à guisa de "contraponto". Antes, porém, que o bigode do petista entrasse em cena, a Sra. Ortiz tascou o seguinte:
- O líder do PT no Senado, senador Aloizio Mercadante, reconheceu que falta investimento e culpou o mau tempo pelo apagão.
Ato contínuo, temos em quadro o próprio Mercadante que, olhando para a lente da verdade, sentencia:
- Não há risco de oferta de energia, ninguém vai ter que fazer racionamento, não vai faltar energia. O Brasil está preparado para crescer com oferta abundante de energia.
Na seqüência, o governador Zé Chirico e o Ministro Tarso Genro completam o relato, e nada de Aloizio Mercadante reconhecer que faltou investimento ou culpar o mau tempo pelo blecaute, como antecipara Delis.
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Clique aqui e testemunhe o nascimento de uma nova era no Jornalismo, em que, antes de ouvir o entrevistado, o repórter diz o que o entrevistado vai dizer e o entrevistado não diz o que o entrevistador disse que ele diria.
Entendeu?


Clique lá e veja com seus próprios olhos...

sábado, 14 de novembro de 2009

[!]As Mentiras de William Bonner (capítulo I) - outros virão


quarta-feira, 28 de outubro de 2009

A HISTÓRIA SECRETA DA REDE GLOBO


"SIM, EU SOU O PODER"
Roberto Marinho
"As empresas jornalísticas sofreram, mais talvez do que quaisquer outras, certas
injunções, como depressões políticas, acontecimentos militares". Os prognósticos
que estamos fazendo na TV Globo dependem muito da normalidade, da
tranqüilidade da vida brasileira. Esses planos podem ser profundamente alterados,
se houver um imprevisto qualquer ou advir uma situação que não esteja dentro dos
esquemas traçados, como se vê nas operações de guerra "".
(Palavras de Roberto Marinho, diretor-presidente das organizações Globo, em 20 de
abril de 1966, depondo na Comissão Parlamentar de Inquérito que investigou as
ligações entre da Rede Globo e o Grupo Time-Life).
"E esta é uma guerra - não é uma guerra quente, mas um episódio da guerra fria".
Entretanto, se perdemos neste episódio, o Brasil deixará de ser um país
independente para virar uma colônia, um protetorado. 12 muito mais fácil, muito
mais cômodo e muito mais barato, não exigem derramamento de sangue, controlar a
opinião pública através dos seus órgãos de divulgação, do que construir bases
militares ou financiar tropas de ocupação"".
(Palavras de João Calmon, diretor dos Diários Associados),
(Deputado federal e presidente da Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e
Televisão, em 13 de abril de 1966, depondo na Comissão Parlamentar de Inquérito
que investigou as ligações entre da Rede Globo e o Grupo Time-Life).

Essa é a 3ª página do Livro A História Screta da Rede Globo - "Sim Eu Sou o Poder", escrito por Daniel Heiz. O livro traz revelações, fatos e verdades que grande parte dos "telespectadores" não conhecem, afinal, nessa imprensa monopolizada brasileira e nessa busca incansável do PiG pelo "controle geral", fica muito difícil saber o que realmente acontece.

Então, leia-o e entenda um pouco mais sobre as histórias da Globo. Você pode baixá-lo aqui.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

...a blogesfera tem uma luta a travar...


O PIG INAPELAVELMENTE USA TODA A DEFASAGEM DE UMA PLUTOCRACIA DESMEDIDA...

ESPERAMOS O QUANTO ANTES UMA BANDA LARGA COMO UMA TV...


Por Nassif

A Abril consegue a primeira condenação

Ainda não tenho os dados à mão. Mas, pelo que sou informado, fui condenado a pagamento de 100 salários mínimos pelo juiz Vitor Frederico Kümpel, da 27ª Vara Cível, em processo movido por Mário Sabino e pela revista Veja. No primeiro processo – de Eurípedes Alcântara – fui absolvido.

Pode haver apelação nas duas sentenças.

Ao longo dessa longa noite dos celerados, a Abril lançou contra mim os ataques mais sórdidos que uma empresa de mídia organizada já endereçou contra qualquer pessoa. Escalou dois parajornalistas para ataques sistemáticos, que superaram qualquer nível de razoabilidade. Atacaram a mim, à minha família, ataques à minha vida profissional, à minha vida pessoal, em um nível só comparável ao das mais obscenas comunidades do Orkut.

Não me intimidaram.

Apelaram então para a indústria das ações judiciais – a mesma que a mídia vive criticando como ameaça à liberdade de imprensa. Cinco ações – quatro em nome de jornalistas da Veja, uma em nome da Abril – todas bancadas pela Abril e tocadas pelos mesmos advogados, sob silêncio total da mídia.

Não vou entrar no mérito da sentença do juiz, nem no valor estipulado.

Mas no final do ano fui procurado por um emissário pessoal de Roberto Civita propondo um acordo: retirariam as ações em troca de eu cessar as críticas e retirar as ações e o pedido de direito de resposta. A proposta foi feita em nome da “liberdade de imprensa”. Não aceitei. Em nome da liberdade de imprensa.

Podem vencer na Justiça graças ao poder financeiro que lhes permite abrir várias ações simultaneamente. Quatro ações que percam não os afetará. Uma que eu perca me afetará financeiramente, além dos custos de defesa contra as outras quatro.

Mas no campo jornalístico, perderam para um Blog e para a extraordinária solidariedade que recebi de blogueiros que sequer conhecia, de vocês, de tantos amigos jornalistas que me procuraram pessoalmente, sabendo que qualquer demonstração pública de solidariedade colocaria em risco seus empregos. Melhor que isso, só a solidariedade que uniu minhas filhas em defesa do pai.

em
http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/solidariedade-ao-nassif/

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Nova lei de comunicação argentina


21/09/2009

Trecho de uma publicação do site Carta Maior sobre a nova lei de comunicação argentina.

[...]Aprovada por ampla maioria, a "Nueva Ley de Medios" cria uma comissão bicameral de controle, um Conselho Federal de Comunicação Audiovisual e a figura do Defensor Público de consumidores de serviços audiovisuais. Entre outras coisas, a nova legislação estabelece que uma mesma empresa não possa possuir canais de TV aberta e a cabo, além de reduzir de 24 para dez o limite das concessões de rádio e TV em mãos de um mesmo proprietário.[...]

É ou não é uma boa pro Brasil?

...ley de medios.. o Brasil mais que precisa de uma [!]


Do site do Paulo Henrique Amorim, Conversa Afiada

paulohenriqueamorim.com.br

A Argentina vota “Lei de Comunicação”. O Brasil precisa de uma ?

9/outubro/2009 9:15
Conseguirá o independente Hélio Costa fazer uma “Ley de Medios” no Brasil ?


Conseguirá o independente Hélio Costa fazer uma “Ley de Medios” no Brasil?



A Argentina vota hoje uma “Ley de Medios”, que o PiG (*) de lá chama de “Ley de los Medios K”, ou seja, dos Kirchner.

O clima é de “crise”, como os que existem por aqui:


http://www.clarin.com/


http://www.lanacion.com.ar/nota.asp?nota_id=1184277&pid=7492005&toi=6258


Na verdade, trata-se de uma batalha entre os K – Nestor e Cristina – e a Globo de lá, o Clarín.

As duas empresas de cabo que servem Buenos Aires – Cable Visión e Multicanal – são do Clarín.

As duas maiores redes de televisão – Canal 13, e TN (telenotícias) são do Clarín.

Há uma rede pública, o Canal 7, “una porquería”, me disse um amigo argentino.

Tem a Telefe, da Telefonica de España, que não fede nem cheira.

E um canal “24H”, que compete com o TN.

A maior rede de rádio da Argentina, a Radio Mitre, é do Clarín.

A segunda, Radio Continental, é da Telefonica, que nem fede nem cheira.

(Diferente do portal Terra, no Brasil, da mesma Telefonica, que se tornou um braço militante do PiG (*).)

Um dos motivos da celeuma é que o Governo de Cristina Kirchner comprou por 600 milhões de pesos a exclusividade dos jogos do campeonato argentino de futebol e os exibe no canal estatal, o Canal 7.

Amigo navegante, já imaginou se o Ministro Hélio Costa – esse ministro independente – comprasse os direitos exclusivos do Brasileirão e passasse nos canais públicos, de graça ?

Se os jogos do Brasileirão fossem numa hora em que o trabalhador pudesse assistir ?

(Aqui, os jogos não respeitam a jornada de trabalho do brasileiro, mas a grade de programação da Globo, não é isso ?)

Não ia ser uma confusão ?

Aqui, aparentemente, as empresas de telefonia se recusam a participar de uma Conferência de Comunicação, a Confecom, que se realizará em dezembro e tem a esperança de esboçar uma “Ley de Médios” …


Clique aqui para ler na Teletime


Conseguirá o Ministro Costa, tão independente, convencê-las?

em
http://www.paulohenriqueamorim.com.br/?p=19905

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

"Quién paga a estos imbéciles?"


Retirado do site do Azenha, Vi O Mundo.

Raul Longo: A Globo e Honduras

Atualizado em 08 de outubro de 2009 às 21:48 | Publicado em 08 de outubro de 2009 às 21:20

8 de Outubro de 2009 - 11h24


Globo fala de Honduras: quem paga a estes jornalistas imbecis?

"Quién paga a estos imbéciles?", me perguntou o Santiago. E eu fiquei sem resposta. Santiago Serrano é um amigo espanhol, nascido na Alemanha. Eles têm disso. Filhos de outra cultura, podem escolher a nacionalidade com que melhor se identifiquem. E assim Santiago, nascido e criado na Alemanha, pôde desenvolver o que de melhor havia nas duas linhas de raciocínio: a objetividade prática germânica e a complexa subjetividade latina.

Por Raul Longo*, no Observatório da Imprensa, via
Vermelho


Engenheiro, é capaz de analisar fatores opostos e construir uma ponte que os interligue. Professor de línguas, criativamente estabelece relações que propiciem a compreensão de idéias distintas através de suas semelhanças e diferenças. Apesar de toda essa experiência, Santiago não conseguiu deduzir lógica alguma nas conclusões de todo o elenco da Globo.

Tanto daqueles a que concedemos espaço para o Bom Dia Brasil, do Alexandre Garcia, como para o Jornal Nacional, dos Bonner, ou o Jornal da Globo, do William Waack e Arnaldo Jabor; quanto para os da Globo News, que pagamos para a Miriam Leitão, o Carlos Alberto Sardenberg e a Cristina Lobo.

Cristina Lobo não tem a menor preocupação com a incoerência do que fala. Comentando o discurso de abertura da conferência das Nações Unidas pelo presidente Lula, fez questão de notar ter sido pouco aplaudido, no que demonstrou ser hábito o nosso presidente ser muito aplaudido. Pontuou como únicas ocorrências a do término da fala, como de praxe e comum a qualquer conferencista, destacando que só foi interrompido por aplausos em sua abordagem sobre relações internacionais e aquecimento global, ao citar o golpe de Honduras e o refúgio do presidente daquele país na embaixada brasileira. Não obstante, emendou a conclusão de que, ao abrigar Zelaya, Lula se obrigara aquele "caco" no pronunciamento.

Como assim? Se acaba de confirmar ter sido o único momento em que espontaneamente os líderes mundiais manifestaram concordância ao discurso de Lula, com o que a imbecil classifica a referência como "caco"? Se divergente dos conceitos da Globo, o que o mundo inteiro pensa ou opina torna-se supérfluo, inconsiderável?

Eu não tive coragem de assumir perante o Santiago que ajudo a pagar esses jornalistas, assinando canais de TV para ter mais opções informativas, mas no mesmo momento recordei aquela divulgação insistente que tenta nos convencer de que piratear sinal de TV a cabo é crime. Quem é o pirata? Vou pedir ao vizinho que, sem pagar, tem todos os canais de filmes, para me proteger da pirataria da Globo, pois não era somente à Cristina Lobo a quem o Santiago se referia em sua pergunta.

Como podemos responder?

O que responder?

Se a Hillary Clinton apóia o asilo a Zelaya na embaixada brasileira e o Muamar Kadafi também, o que responder? Se o Miguel Insulza, secretário-geral da OEA, e o Raul Castro, presidente de Cuba, apóiam o Brasil pelo asilo na embaixada... Se o secretário-geral da ONU, o coreano Ban Ki-Moon, e o iraniano Mahmoud Ahmadinejad apóiam... Se os tratados internacionais, os corpos diplomáticos de todas as nações... Todos os intelectuais, os meios acadêmicos, toda imprensa não-brasileira... O mundo inteiro apóia Lula e o Brasil por ter oferecido asilo a Zelaya na nossa embaixada em Tegucigalpa, o que poderia responder ao meu amigo Santiago?

Se país de governo nenhum – nem um! –, a não ser a Globo, reconhece como legítimo o governo golpista de Honduras, o que poderia ter respondido à coerência e objetividade germânica ou à criatividade e subjetividade do raciocínio espanhol? Que a Globo é mais esperta do que Hitler e sairá vitoriosa desta declaração de Terceira Guerra Mundial em que se meteu?

Como posso afirmar isso, se os caras acabam de perder uma guerrinha doméstica com a Record, que a desmascarou, revelando os motivos da oposição da Globo ao governo federal, defendendo invasões de áreas públicas sob a vista grossa do governo paulista?

Serra e Micheletti serão aliados mais eficientes do que Mussolini e Hirohito? Me ajudem! Como poderemos responder ao mundo e à pergunta do Santiago sobre quem paga jornalistas da Globo para declararem guerra ao mundo?


* Raul Longo é jornalista e escritor

em
http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/raul-longo-a-globo-e-honduras/

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

...o dedo do Lula foi parar no (...) do PiG...


Em vídeo exclusivo para o blog do Planalto, o Presidente Lula manda um recado para o PiG...

"(...) a gente fica cansado de notícias do Brasil para baixo (...). Hoje nós estamos numa contradição no mundo: é a imprensa internacional enaltencendo o Brasil e a imprensa nacional puxando o Brasil pra baixo (...)."

"Hoje foi como tirar um nó na garganta."



...já sabemos onde o dedo do Lula foi parar...

[!!] Serra: o PiG é responsável pelo Rio 2016 (/?)


Zé Pedágio afirma em seu brilhante artigo que as Olimpíadas Rio 2016 é fruto de um intenso trabalho do PiG...

"As primeiras Olimpíadas da América do Sul serão realizadas na cidade do Rio de Janeiro, em 2016 – 23 anos entre o sonho e a realidade. Lembro quando a idéia foi levantada, há 16 anos, por João Havelange e Roberto Marinho, quando o prefeito era César Maia. A primeira tentativa não foi bem sucedida, mas começou a pavimentar o caminho da vitória em Copenhague. Na segunda tentativa, após perder a disputa para as Olimpíadas de 2012, o Comitê Olímpico Brasileiro prometeu voltar. Voltou, e o Rio levou, com uma campanha coordenada pelo governador Sérgio Cabral e pelo prefeito Eduardo Paes e apoiada pelo presidente Lula.

Vitória do Rio, vitória do Brasil. As Olimpíadas reforçarão a visibilidade internacional do nosso país, valorizando sua principal vitrine – esta Cidade Maravilhosa. Serão um incentivo poderoso para aumentar e diversificar, desde já, as atividades esportivas olímpicas no Brasil. Alavancarão um grande volume de investimentos, concentrados principalmente no Estado do Rio. Começarão a gerar muitos e muitos empregos bem antes de 2016. E, acima de tudo, farão bem à autoestima dos cariocas e de nós todos.

O Rio merece. Acho que o país tem uma dívida com a cidade desde quando lhe retirou a condição de Capital e promoveu, em meados dos anos 70, uma fusão improvisada e mal concebida em sua origem. Ao mesmo tempo, o Brasil precisa do Rio para afirmar sua identidade nacional, revigorar sua cultura e encurtar a distância que ainda nos separa do futuro de país desenvolvido.

São Paulo colocou-se à disposição do Rio, desde o início, para cooperar em tudo o que pudesse. Em abril deste ano, enviei um projeto de lei à Assembléia Legislativa, atendendo às diretrizes do Caderno de Encargos do COI e do COB, que se comprometia com o encaminhamento de propostas legislativas estaduais para garantir a execução dos compromissos firmados.

Nos próximos dias, será enfatizado que a preparação de um evento dessa magnitude exigirá muitos recursos, um planejamento extremamente complexo e uma grande capacidade executiva das três esferas de governo, sem falar na necessidade de uma boa coordenação entre elas.

Não seria esperar demais de um país muito centralizado, onde não sobra dinheiro público, e a capacidade de planejar e executar é escassa? A resposta é não."

Dando uma lida nos comentários do blog do PHA, encontrei um navengante (L@!r M@r+3$) citando o seguinte:

"É sempre assim. Outro dia falei com um amigo totalmente intoxicado pelas toxinas tucanas e ele disse que o pré-sal foi resultado de anos de pesquisa querendo dizer, claro, que o pré-sal é obra de FHC. Agora mais essa. É sempre assim: tudo de bom veio do “governo anterior” e a imoralidade e a corrupção foram inventadas neste governo. Haja paciência, hein PHA! como você consegue?"

em

http://www.paulohenriqueamorim.com.br/?p=19623

...do blog DESABAFO BRASIL....


Sabendo que Serra não decola e caminha para a derrota, jornal questiona eleições, preparando golpe midiático.

Escrito por Fernando Carvalho, de Madrid


Lendo a manchete principal do jornal FOLHA DE SÃO PAULO desse domingo, ficamos sabendo que o seu dono, Otavinho Frias, mandou que o seu instituto particular de pesquisas, o Data Folha, produzisse uma enquete que questionasse, pudesse anular ou que pelo menos, justificasse mais tarde, que os resultados das próximas eleições para presidente, governadores e parlamentares não poderiam ser aceitos. Obediente, o instituto Datafolha teria cumprido a ordem do chefe e entrevistado dois ou três milhares de pessoas em várias cidades do país, fazendo a seguinte pergunta: “alguma vez você votou em alguém em troca de alguma coisa”?

Segundo o jornal do Otavinho, se considerarmos o resultado encontrado pelo instituto do Otavinho, em proporção com a população do Brasil, estaria provado pelos cálculos dos cientistas empregados pelo Otavinho, que nada menos do que 17 milhões de brasileiros venderam seus votos, pelo menos uma vez. Isso bastou para que o Otavinho, mandasse seus jornalistas, colocarem na primeira página de seu jornal, hoje, algo inédito. E que vai engrossar o já extenso currículo de pioneirismo da FOLHA pois nunca antes neste país, um jornal, alegando possuir “pesquisas científicas”, havia questionado o regime democrático de realizar eleições.

Ou seja, para o Otavinho, sua “pesquisa científica” provaria que tudo aquilo que acontece no dia das eleições seria uma autentica palhaçada, algo sem valor. Não valeria nada o trabalho dos juízes eleitorais, dos procuradores da justiça eleitoral, dos mesários, dos policiais, dos tribunais regionais eleitorais e do Tribunal Superior Eleitoral. Tudo seria uma tremenda bobagem, uma falcatrua, inclusive o acompanhamento de especialistas e de representantes dos parlamentos de todo o mundo, que reconhecem sempre o excelente grau de lisura das eleições no Brasil.

Para o Otavinho, isso tudo é bobagem. É mentira.

É bobagem para o Otavinho, principalmente, essa história de “vontade do povo”, expressa não só nas urnas, mas nos bilhões de horas de trabalho ou de descanso que foram gastas pelos milhões de brasileiros que, a cada dois anos, ficam nas filas das seções eleitorais, ou se deslocando até o local das urnas.

Para o herdeiro da FOLHA de SÃO PAULO,Otavinho Frias, tudo o que foi e será considerado como “vontade popular”, não valeu nada.

Não valeriam nada portanto, por esse raciocínio e seriam apenas papel sem valor, os mandatos que a Justiça Eleitoral do Brasil forneceu ao presidente da república, ao vicepresidente, aos senadores, deputados,vereadores e aos prefeitos e seus vices. E não valeríamos nada, nós brasileiros. Pois, das duas uma: ou somos fraudadores de eleições, do tipo que compra ou vende votos,

ou somos milhões de ingênuos que acreditamos num sistema assim e ficamos quietos.

Quem duvidar ou reclamar das “pesquisas científicas” do Otavinho é porque rouba eleições. Os demais, que seriam os honestos, mas ingênuos, que não vendem o seu voto, deveriam aderir à oposição e ao golpe midiático que a FOLHA e outros jornais pretendem dar no governo no presidente Lula desde o primeiro dia de seu mandato, sem medo de serem acusados de golpistas, porque, segundo as “pesquisas do Otavinho”, as eleições não valeriam nada mesmo. A bem da verdade, o pioneirismo da FOLHA quanto contestar os resultados das eleições é bem mais antigo. E o Otavinho não seria assim, um pioneiro.

Em 1964 , Otávio Frias, o pai do Otavinho, dono da FOLHA, também contestou o mandato legitimo do presidente da republica e de centenas de governadores, senadores e deputados, com uma pesquisa desse tipo. Mais eficiente que seu filho, ele conseguiu que milhares desses mandatos populares, obtidos nas urnas em todo o Brasil, fossem retirados à força de seus detentores, sem processo, sem julgamento, convencendo maus militares a trabalharem sob suas ordens e inspiração, instalando no país uma ditadura que durou mais de 20 anos.

Muitos dos que se tornaram “sem-mandato”, foram presos, torturados e mortos. A FOLHA também foi pioneira na colaboração com um regime de exceção, pois ao invés de combater com suas idéias aos usurpadores do poder, que censuravam a própria imprensa, o falecido Otávio Frias, pai do Otavinho, colaborou ativamente com os ditadores, aprovando e apoiando todas as barbaridades cometidas contra a população, como o arrocho salarial, a hipoteca das pequenas propriedades rurais, a perda dos direitos trabalhistas e à liberdade sindical.

Para fazer esse trabalho sujo de manipulação da opinião pública, Otavio Frias ganhou, sem licitação, tal como o Globo, o Estadão e outros jornais, gigantescas verbas de publicidade dos governos federal, estaduais e municipais. Essas verbas formaram as imensas fortunas que usufruem agora o Otavinho e os herdeiros dos Marinho, dos Mesquita, dos Sirotsky, dos Sarney, dos Collor, dos Maia e várias outras famílias que dominam a mídia que colaborava com a Ditadura nos estados.

Mas o fato que mais marca com o pioneirismo, o currículo da FOLHA DE SÃO PAULO a nível internacional, foi a colaboração que o jornal prestou à ditadura transportando presos políticos, muitos deles torturados, que depois apareceram mortos ou estão até hoje desaparecidos, em caminhonetes de entrega de jornais. Uma operação chamada OBAN, Operação Bandeirantes,

realizada pelo exército em colaboração com empresários, para despistar juízes e familiares que procuravam em vão pelas vítimas nos quartéis para onde haviam sido levados ilegalmente.

Essa, nem os jornais que apoiavam o governo de Adolf Hitler fizeram. Transportar presos políticos em carros de entrega de jornal. É pioneirismo puro. Mas uma vergonha que manchou inapelavelmente o currículo da FOLHA e que ainda está impune. Para mim, a pesquisa do instituto do Otavinho e a noticia do jornal do Otavinho só provam uma coisa: acostumado com a impunidade, pensando que é um tipo de deus grego incompreendido, Otavinho endoidou de vez. As Olimpíadas de 2016 terem sido trazidas por Lula para o Rio, podem ter sido a gota d’água. Não é possível. Otavinho deve estar sofrendo de alguma moléstia mental. E como tal, a bem dos negócios do grupo, deveria ser interditado pelos demais herdeiros e acionistas do grupo FOLHA. E suas ordens não obedecido pelos que tem responsabilidades em suas empresas. Pelo menos esse tipo de ordem. Ainda mais agora que a Policia Federal descobriu que a gráfica da FOLHA, que ganhou uma licitação do governo federal para imprimir milhões de provas sigilosas para o ENEM, entregou cópias ao jornal, O ESTADO DE SÃO PAULO, aliado da FOLHA na oposição ao governo para, sem causar suspeitas, provocar o adiamento da prova e desgaste do ministro da educação Fernando Haddad, frente aos milhões de estudantes e pais que esperavam ansiosamente essa oportunidade de entrar na universidade.

Para ter uma prova disso, basta ler os “comentários dos leitores”que a FOLHA seleciona ( ou será que ela mesma produz? ) e coloca embaixo das matérias que está publicando nesse momento em sua versão on-line: todos eles vinculam a fraude nas provas do ENEM com a possível fraude nas próximas eleições...Outra prova é que nenhuma matéria traz qualquer menção a que a FOLHA é participante do consórcio que é dono da gráfica que deixou a prova

vazar... Mais uma tentativa do Otavinho de desgastar o presidente Lula frente aos jovens, logo o Lula que criou o Pro-Uni, que dá bolsas aos alunos pobres e descendentes dos escravos que os antepassados de pessoas como Otavinho devem ter comprado e vendido aos montes, quando o Brasil era uma colônia e depois um império. Um império onde mandavam não aqueles que fossem escolhidos em eleições que Otavinho contesta e seu pai já contestava e fez deixar de terem validade por 21 anos, mas aqueles que teriam o direito divino, dado por Deus, de mandar por serem de “melhor raça”, “melhor berço”, mais ricos e prósperos e portanto, mais inteligentes e capacitados para mandar.

Com a palavra, as autoridades. Liberdade de imprensa é uma coisa. Manipular a realidade, corromper pessoas, transportar presos em caminhonetes, ganhar fortunas sem licitação, fraudar provas é outra. Os excelentes resultados dos seis anos e meio de governo do presidente Lula nos campos econômico, social e político já estavam fazendo nos últimos dias o herdeiro da FOLHA a radicalizar nos ataques e ofensas pessoais a Lula. Mas agora, temendo a derrota de seu candidato José Serra, que não decola nem nas pesquisas nem de seu instituto particular, exatamente por que o povo brasileiro associa sua imagem aos terríveis anos de desemprego, miséria e corrupção de Fernando Henrique Cardoso, Otavinho Frias, dono do grupo que foi pioneiro em emprestar caminhonetes para transportar presos políticos de forma ilegal, partiu de vez para o tudo-ou-nada.

A consagração do presidente Lula pela conquista das Olimpíadas Rio 2016, pode ter sido a gota d’água que precipitou essa nova crise de demência. Com a palavra as entidades dos pesquisadores, dos sociólogos, dos cientistas políticos, dos estatísticos, matemáticos e outros afetos a esse ramo da ciência e da pesquisa de opinião. Com a palavra o ministério público federal, a justiça eleitoral, os parlamentares, os governadores e prefeitos atingidos, cujos mandatos Otavinho colocou sob suspeita, com suas “pesquisas científicas”. Tanto os mandatos dos políticos do governo como os da oposição. Com a palavra, principalmente, o presidente Lula, que sofre calado ataques e xingamentos dos jornalistas pagos pelo Otavinho, há mais de 30 anos. E que depois de assumir a presidência, temendo ser acusado de atentar contra a liberdade de imprensa, tem permitido calado e de forma a meu ver equivocada, que gente como o Otavinho, continue ofendendo,não só a ele, mas o seu mandato popular, as instituições democráticas e próprio povo brasileiro. Com a palavra, principalmente, nós os leitores de jornais do Brasil, mesmo aqueles que, sendo de oposição, teriam obrigação de nunca mais anunciarem ou comprarem um jornal com o currículo que Otavinho e seu pai fizeram injustamente a FOLHA e seus competentes profissionais ostentarem para o resto de suas vidas. Daqui para frente, nem que eu leia outro jornal de oposição: mas a FOLHA, NÃO!


em

http://desabafopais.blogspot.com/2009/10/folha-nao.html

[...] teclado capenga


Existem três teclas que PiG bate, bate, bate e só bate (em Tegucigalpa)....

Chegada de Zelaya à emabaixada brasileira.
60 homens e um destino.
E o golpe antigolpe.


Ontem, na entrevista do Zelaya ao Burnier, no Fantástico, essas três teclas continuaram sendo batidas:

Por que escolheu a embaixada brasileira?
Você acha correto tanta gente na embaixada (agregados camponeses de esquerda)?
Você aceita ser julgado (por ter sofrido um Golpe de Estado)?

Dessa vez foi até mais brando (entrelinhadicamente)...

Rio 20i6



Rio de Janeiro.

Não teve jeito.
O PiG não pôde esconder isso.
O povo brasileiro queria isso na TV.
O PiG não poderia tirar esse direito (escancarado) do povo.
O PiG se rendeu.
Essa lacuna não-acusativa é um período de formulação de outras estratégias: a operação Honduras falhou.
Vamos esperar qual será a próxima.
Tentaram o ENEM: parece que o PiG perdeu a criatividade.
Não atinge mais.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

As Organizações Globo apoia o Golpe de Honduras como apoiou o Golpe de 64


Uma surra dos fatos. Literal

Atualizado em 30 de setembro de 2009 às 18:40 | Publicado em 30 de setembro de 2009 às 18:32

por Luiz Carlos Azenha

Na quinta-feira da semana passada o Jornal Nacional do Ali Kamel produziu uma "reportagem" justificando o golpe em Honduras.

Já escrevi a respeito, está aqui

Teria sido apenas um "golpe constitucional", baseado no artigo 239 da Constituição hondurenha. Um golpe democrático, ou para salvar a democracia. A mesma justificativa que o jornal O Globo deu, em editorial, para festejar o golpe de 64 no Brasil.

Leia aqui como o jornal O Globo amou o "movimento de 64"

em

http://www.viomundo.com.br/opiniao/uma-surra-dos-fatos-literal/

Brasil y la crisis de Honduras (tradução)


O Brasil e a crise em Honduras

30/09/2009

"Honduras está indo de mal a pior. E o Brasil decidiu tomar o touro pelos chifres e liderar a procura de uma solução. O presidente Lula informou a Manuel Zelaya que ele pode permanecer na residência da Embaixada do Brasil em Tegucigalpa 'enquanto for necessário'. A intimação de 10 dias dada pelo governo de facto para entregar Zelaya ou conceder asilo diplomático, e o Brasil [Lula] respondeu dizendo que não negocia com os golpistas."

"Houve aqueles que criticaram o Brasil por isso [o PiG brasileiro, por exemplo].
Meu bom amigo Jorge Castañeda, em uma extensa entrevista em O Estado de São Paulo, chegou a dizer que Brasil se estaría comportando como 'um anão' e não como um 'diplomata gigante' ao assumir batalhas menores por 'um país indeciso'. Isso não corresponde, diz ele, com as aspirações do Brasil como membro permanente de Segurança da ONU."

"Nisto o ex-chanceler mexicano, que geralmente é tão preciso em sua análise, está errado."

"Qual é a importância de Honduras? Porque o quarto país mais pobre da América Latina, com uma renda per capita de apenas $ 1.900, agora é a questão mais urgente na inter-agenda americana? Qual o por quê de no último meio século, nenhum caso de Honduras foi rejeitado nas Américas? Quando Cuba foi suspensa da OEA em 1962, a votação foi dividida, o segundo país a sofrer isso, 47 anos depois, foi Honduras, e a votação foi unânime. O que ele diz disso?"

[...]

"Ao assumir a crise de Honduras como uma prioridade, o Brasil simplesmente expressa o consenso latino-americano no assunto. A noção de que isso prejudicaria [ou está prejudicando] o Brasil e seu papel global é injustificavél. Se Brasília resolver as complexidades de Honduras e, assim, ter um problema resolvido fora os E.U.A, Washington seria eternamente grato. Assim, Brasília começará a ter o tipo de liderança regional que estávamos esperando há muito tempo."

Jorge Heine, advogado, diplomata e ex-ministro do Chile, é professor de Governança Global da Escola Balsillie de Assuntos Internacionais em Waterloo, Ontário.

Tradução por Danilo Duarte.

Texto Original e na Íntegra

http://www.elpais.com/articulo/opinion/Brasil/crisis/Honduras/elpepiopi/20090930elpepiopi_5/Tes

Time diz...


...que Brasil é "contrapeso real" aos EUA no Ocidente

30/09/2009 - 08h42

Para Time, Brasil é "primeiro contrapeso real" aos EUA no Ocidente

do UOL

[do Luiz Carlos Azenha]

Uma reportagem publicada nesta quarta-feira na edição online da revista americana "Time" diz que, ao mediar a crise hondurenha, o Brasil se tornou "o primeiro contrapeso real" à influência americana "no hemisfério ocidental".

Considerando que o Brasil foi "trazido" para o coração do imbróglio pelos vizinhos, mais especificamente pela Venezuela do presidente Hugo Chávez, a revista diz que "Brasília se vê no tipo de centro das atenções diplomático do qual no passado procurou se afastar".

Entretanto, diz a "Time", o país "não deveria se surpreender" com o fato de ser chamado a assumir tal responsabilidade.

Para a publicação americana, "nos últimos anos, a potência sul-americana tem sido reconhecida como o primeiro contrapeso real aos EUA no hemisfério ocidental - e isto significa, pelo menos para outros países nas Américas, assumir um papel maior e mais pró-ativo em ajudar a resolver distúrbios políticos do Novo Mundo, como Honduras".

"Lula e Obama são colegas e almas gêmeas de centro-esquerda, mas quando Obama disse, no mês passado, que aqueles que questionam sua resolução em Honduras são hipócritas, porque são 'os mesmos que dizem que nós estamos sempre intervindo na América Latina'", recorda a reportagem, "ele estava incluindo o Brasil, que expressou sua preocupação em relação aos esforços dos Estados Unidos".

Diplomacia ativa Citando a participação brasileira em crises regionais, como os conflitos diplomáticos envolvendo Colômbia e Venezuela, e a liderança das tropas do país no Haiti, a revista nota que a diplomacia brasileira é "dificilmente ociosa" na América Latina. "E Lula, um dos mais populares chefes de Estado do mundo, se tornou talvez o mais efetivo intermediário entre Washington e a ressurgente esquerda antiamericana latino-americana".

A reportagem discute a preferência da diplomacia brasileira por atuar nos bastidores, e sua autodefinição como sendo "decididamente não-intervencionista".

"Ao mesmo tempo, Lula está em uma cruzada para tornar o Brasil, que tem a quinta maior população mundial e a nona economia do mundo, um ator internacional sério", diz o texto.

"É difícil manter uma tradição não-intervencionista pristina com ambições como estas - e, cada vez, o hemisfério está dizendo ao Brasil que é um tanto ingênuo insistir que é possível fazer as duas coisas." Para a "Times", "goste ou não, agora o Brasil está enfiado até o pescoço em Honduras, e o hemisfério está esperançoso de que isto signifique melhores prospectos para um acordo negociado entre Zelaya e os líderes golpistas".

"Porque acreditam que o golpe hondurenho envia um recado perigoso para as nascentes democracias da região, muitos analistas acham que ter o peso do Brasil jogado mais diretamente na situação pode ajudar as negociações."

em

http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/time-diz-que-brasil-e-contrapeso-real-aos-eua-no-ocidente/

Cuidado com os "DEMOcratas"



A Crise de Honduras nos faz ver os verdadeiros "DEMOcratas" e o poder da mídia de obstruir os fatos verídicos

Honduras: A crise é boa, para expor nossos "democratas"

Atualizado em 23 de setembro de 2009 às 19:32 | Publicado em 23 de setembro de 2009 às 19:21

Existem pontos positivos na cobertura que a mídia brasileira faz dos acontecimentos em Honduras. O primeiro deles é revelar a completa ignorância de muitos sobre a América Latina. O segundo é de iluminar o caráter "democrático" de alguns jornalistas e políticos.

Tive o prazer de conhecer alguma coisa da América Central. Já estive no Panamá, na Costa Rica, em El Salvador e em Honduras.

Em Honduras fiz reportagens sobre a "guerra do futebol" e sobre a epidemia de AIDS. Fui a Tegucigalpa e a San Pedro Sula. Viajei pelo interior. Os militares sempre tiveram papel central na política hondurenha. Promoveram uma política de extermínio contra os "campesinos", quando estes aderiram aos movimentos populares que em países vizinhos resultaram em guerras civis (El Salvador e Nicarágua).

Como em outros países da região, os anos 70 e 80 em Honduras foram marcados por rápida urbanização e por uma explosão das demandas sociais. A imigração para os Estados Unidos funcionou como válvula de escape. Depois que os Estados Unidos, no governo Reagan, deram forte apoio às elites locais na suposta luta anticomunista -- na verdade, para esmagar movimentos populares --, Washington resolveu adotar uma política regional de pacificação econômica.

Os americanos promoveram uma área de livre comércio regional. As maquilas se disseminaram. São as "maquiladoras", ou maquiadoras, empresas que tiram proveito da área de livre comércio para montar produtos que recebem vantagem tarifária para ingressar no mercado dos Estados Unidos. Os capitais vieram da Ásia, especialmente de Taiwan e da Coréia do Sul. Qual é o papel dos centro-americanos nessa história? O de mão-de-obra barata. Qual é o papel das elites locais? Além de se associar ao capital estrangeiro para enriquecer, cabe a elas garantir que os trabalhadores não se sindicalizem e não obtenham conquistas sociais. As condições de trabalho nas maquiladoras são pré-revolução industrial.

A equação era essa: os homens imigravam para os Estados Unidos para fazer o papel de derrubar o salário dos trabalhadores americanos. As mulheres serviam às maquiladoras em condições sub-humanas.

Porém, com a crise econômica nos Estados Unidos, esse modelo ruiu. Muitos pais de família hondurenhos perderam o emprego nos Estados Unidos. A caça aos imigrantes promovida pelos republicanos também os afetou. Nas economias dependentes de remessa de dólares a crise se aprofundou. Manuel Zelaya abandonou antigos aliados em nome de romper com esse modelo, no qual Honduras entra apenas com o trabalho servil de seus homens e mulheres.

Portanto, não se trata apenas de dizer que Manuel Zelaya é o presidente constitucional de Honduras, eleito pela maioria dos eleitores e que o governo golpista é ilegítimo e ilegal. É importante expor claramente quem são os golpistas, a quem servem: àqueles que querem manter os hondurenhos numa servidão pré-Getúlio Vargas. Só assim para expor a elite brasileira da maneira como ela precisa ser exposta: como representação verde-amarela de interesses parecidos com aqueles representados pelos afrikâners, que inventaram um sistema sofisticado para fazer o mesmo que a elite hondurenha faz: manter parte da população -- no caso da África do Sul, os negros; no caso de Honduras, os "campesinos" -- na servidão.

em

http://www.viomundo.com.br/opiniao/honduras-a-crise-e-boa-para-expor-nossos-democratas/

SarDEMberg vs Diplomata brasileiro, Garcia


Entrevista de Garcia, diplomata brasileiro, ao SarDEMberg:

Garcia:

"(...) eu acho isso uma cortina de fumaça pra txxXXxxxxxxxxxXXXXXxxxssssSSSxxxXXX (...)" [segundos depois volta a transmissão]

Faça o download da entrevista na íntegra!

SarDEMberg vs Garcia.rar

[!] Veja: impeachment para Lula...


29/09/2009 - 19:38

Veja: sem limites para o ridículo

Por Reis

Atenção Nassif

Acabei de dar uma passada no site da “veja.com” e tem uma chamada grande pedindo o impeachment de Celso Amorim. Curioso que sou, cliquei e fui parar no blog.

Agora senta Nassif, ele acaba de pedir o impeachment do Lula também, a “veja” acaba de pedir o impeachment do Lula.

Nos seus devaneios ele manda um recado para o doutor Cezar Britto, dizendo que chegou a hora de agir.

Brada que é em defesa da Constituição do Brasil!

Perderam totalmente a noção do ridículo.

AmorimAmorim2

em
http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/09/29/veja-sem-limites-para-o-ridiculo/

terça-feira, 29 de setembro de 2009

(?) Um golpe varonil é um golpe sem fuzil


Para entedermos um golpe democrático...

O golpe dentro da lei

Por Victor

É triste ler alguns “especialistas” tentando legitimar um golpe de Estado. Juridicamente, você pode sustentar qualquer coisa. Qualquer operador do direito sabe disso. Existe fundamento jurídico pra tudo nesse mundo. Agora, democracia é um conceito universal, lógico. Todas as pessoas sabem do que se trata. Ainda que Zelaya tivesse violado algum preceito constitucional, não poderia ter sido expulso do comando do país. Ou será que esses “juristas” nunca ouviram falar em devido processo legal?

Penso que o Brasil se comporta como um líder mundial nessa crise. Tornou-se protagonista na luta pela democracia. Talvez a mídia golpista não esteja interessada em apoiar Lula e o Brasil porque simplesmente abomina a participação popular. Zelaya propôs a realização de um plebiscito, que é um instrumento de democracia participativa. Para o PiG, é preferível um golpe de estado à realização de um plebiscito. Isso porque o PiG odeia quando o povo decide diretamente.

Talvez fosse interessante iniciar uma discussão sobre os mecanismos de democracia direta. O Brasil seria um país mais democrático (e demonstra isso em Honduras) se desse o real valor às consultas populares. Tramita uma PEC no Senado (73/2005) que regulamenta o recall, um “referendo revocatório”, nos termos do projeto. Funcionaria assim: 2% do eleitorado nacional, distribuído por pelo menos sete Estados, com não menos de 0,5% em cada um deles, ou então 2% do eleitorado estadual, distribuído por pelo menos sete municípios, com não menos de 0,5% em cada um deles, postulariam a realização de um referendo para se decidir pela revogação ou não dos mandatos do Presidente da República ou dos membros do Congresso Nacional.

Comentário

O cúmulo do sofisma é essa história de apear o presidente supostamente seguindo os procedimentos legais. Pega-se um país institucionalmente atrasado – Honduras, agora, o próprio Brasil do início dos anos 90 – cria-se um pacto entre alguns políticos de oposição e a mídia. Monta-se uma campanha pesada, de escandalização do nada. Depois de criado o chamado “clamor das ruas” – que pega só o público midiático – monta-se um pacto com o Judiciário (caso Honduras) ou no Congresso (caso Collor).

Pronto: um golpe dentro da lei.


Luis Nassif

em

http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/09/29/o-golpe-dentro-da-lei/

...medidas (demo)cráticas golpistas...


El gobierno de facto de Honduras fecha rádio e televisão de oposição em Honduras...

Leia...

...e o Zelaya, segundo Jabor, é que tomava medidas "chavetas" sobre los medios de comunicación libres...

[!] girino do PiG reconhece o presidente "de fato" (pero no mucho) de Honduras


Demetrio Martinelli Magnoli (1958) é um sociólogo e geógrafo brasileiro.
wikipédia sobre ele

...girino do PiG com essência não latino-americana aponta saldo positivo do golpe mi... institucional em Honduras e "trapalhadas" da diplomacia brasileira...

Agora há pouco ouvi mais uma ludicidade gerada por um chipset do PiG.

- Golpe institucional [ao corrigir Jô Soares quanto ao golpe militar em Honduras].

Infelizmente, o vídeo que continha a primeira parte da entrevista foi cortado e não disponibilizado na rede.

Sobre a última do chipset - o livro anticotas do geógrafo indignado por uma ficha racista -, escreveu Ghiraldelli:

Uma gota de sangue... azul

A direita brasileira não quer que exista aquilo que sempre existiu, ou seja, uma carteira de identidade na qual se registra a cor do indivíduo. Não quer isso porque tal carteira, agora, com a política de cotas para o ensino superior, supostamente daria o direito de negros ricos entrarem na universidade com menos nota do que um branco pobre ou rico.

A esquerda brasileira é a favor da política de cotas raciais nas universidades. Faz a defesa de tal política dizendo que é um elemento de “justiça histórica”, pelo fato dos negros terem sido escravizados e, depois, favelizados e discriminados pelo preconceito. Além disso, acredita que tal política alavancaria a educação dos negros de modo mais rápido.

As posições contra as cotas estão sintetizadas no que o professor Demétrio Magnoli advoga no seu livro Uma gota de sangue (Editora Contexto, 2009). As posições da esquerda podem ser vistas no discurso oficial governamental e, enfim, nos de vários intelectuais lulistas. Os argumentos dos dois lados não me convenceram.

O argumento dos que estão contra a política de cotas, quando quer se passar por liberal, é o da injustiça. Negros ricos dariam saltos sobre brancos pobres. Todavia, esse argumento esbarra nos dados da realidade: diferente dos Estados Unidos da época dos movimentos pelos Direitos Civis, nosso país, formado por maioria não-branca, ainda não tem uma classe média negra. No Brasil, os negros são pobres. Se um negro rico entrar em uma universidade por conta da política de cotas, com nota menor que um branco, isso será a exceção, não a regra. Algo completamente corrigível. Basta que se faça a ampliação das vagas universitárias, o que não é difícil de ocorrer em um país como o nosso, que tem recursos para aplicar na educação.

É claro que os que estão contra as cotas podem também argumentar que tal política quebra a ordem jurídica liberal – a isonomia perante a lei – e, quando fazemos isso, é necessário saber muito bem o que se coloca no lugar. Pois, em geral, quando substituímos a ordem liberal por outra, o que vem é bem pior do que ela. Todavia, isso também é corrigível. A política de cotas pode ser uma política com data marcada para acabar.

Se os que não querem as cotas podem vir a argumentar que essa política divide a nação em “brancos” e “negros”, e que isso pode gerar conflitos que antes não existiam, temos razões para pensar que tal afirmação é ideológica, errada, pois os conflitos sempre existiram. Não houve no Brasil racismo, mas preconceito sempre existiu. Não vamos criar racismo de reação dos brancos por causa das cotas raciais. Seria necessário algo muito mais ofensivo, bem mais marcante para que uma coisa assim viesse a ocorrer. Para fazer florescer o racismo seria necessário algo capaz de mobilizar ressentimentos avassaladores. Teríamos de ter uma política que alijasse de uma vez os brancos de concursos públicos e coisas assim. Eu mesmo cheguei a pensar que poderia, sim, existir uma reação branca à política de cotas. Mas ela não veio. A população brasileira entendeu bem a situação e tem sido amável a respeito das cotas. Eu estava errado.

Sou favorável à política de cotas como ela vem se desenvolvendo. Todavia, não participo do mesmo discurso da esquerda. Pois o problema da política de cotas não é sua institucionalização, e sim as intenções proferidas pela esquerda. Estas sim, quando postas na mesa, criam reações. Aliás, se o discurso da esquerda fosse outro, menos fora de órbita, talvez não houvesse espaço para um livro como o de Demétrio Magnoli.

A política de cotas não tem eficácia nenhuma do ponto de vista educacional. Ela não serve para melhorar a educação dos negros. Só a escola pública gratuita e de boa qualidade associada a uma boa política de redistribuição de renda é que pode resolver isso. A política de cotas é quantitativa e qualitativa inócua como política educacional. Também ela é um barco furado quanto à “justiça histórica”. Esse tipo fomento à culpa social apenas gera ressentimentos. Não gera ressentimentos na população brasileira, que já não é mais branca, mas cria oportunidades de surgimento de propaganda conservadora por parte de pequenos grupos, alguns dos compradores do livro de Magnoli.

Bom, se assim é, qual é o objetivo real da política de cotas que a torna algo eficaz? Eficaz em que sentido? Uma coisa só: colocar os corpos dos negros em lugares que possam ser vistos tanto quanto os corpos dos brancos já eram ali visíveis. Assim, criando a visibilidade mútua, ampliam-se as chances do respeito e da diminuição do preconceitos. Na prática, a política de cotas é como a política de co-educação dos sexos, que também foi difícil de ser aceita pelas elites, no início do século XX.

Parece pouco, mas não é. O preconceito é parente da inveja, uma doença dos olhos. “A grama do vizinho é mais verde”, eis aí a regra de manifestação da inveja. “O negro não existe aqui, neste terreno, eis a prova de que ele é inferior”, eis aí o motor do preconceito. As cotas fazem os brancos conviverem com os negros em um espaço que, até então, não recebia negros. É uma forma de acelerar a diminuição do preconceito do branco para com o negro e de ampliar o respeito do negro consigo mesmo. Não há como esperar o surgimento de uma classe média negra que, então, viria a ocupar a universidade. Isso seria uma má política para um país que oficialmente já não é mais branco. Houve o cruzamento entre o branco e o negro, e assim mesmo, em vários lugares do país, o corpo do negro não é visível. Um empurrão, com a política de cotas, e eis que iremos superar isso. Em pouco tempo teremos um país mais suave e, então, poderemos falar de democracia racial verdadeiramente.

Caso a esquerda pare de advogar a política de cotas com um discurso errado, talvez possamos despertar menos o ódio conservador que, enfim, não emerge da população em geral, como eu, erradamente, pensei que poderia vir. Com o argumento correto, fica mais fácil não provocar a ira daqueles leitores do professor Demétrio Magnoli ganhos pela sua causa. Ou, no mínimo, evitaremos ter de agüentar mais um livro conservador na praça – um livro tão ideológico quanto a ideologia que diz ter mapeado.

Paulo Ghiraldelli Jr., filósofo

São Paulo, 9 de setembro de 2009

em

http://ghiraldelli.pro.br/2009/09/magnoli/