quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Brasil y la crisis de Honduras (tradução)


O Brasil e a crise em Honduras

30/09/2009

"Honduras está indo de mal a pior. E o Brasil decidiu tomar o touro pelos chifres e liderar a procura de uma solução. O presidente Lula informou a Manuel Zelaya que ele pode permanecer na residência da Embaixada do Brasil em Tegucigalpa 'enquanto for necessário'. A intimação de 10 dias dada pelo governo de facto para entregar Zelaya ou conceder asilo diplomático, e o Brasil [Lula] respondeu dizendo que não negocia com os golpistas."

"Houve aqueles que criticaram o Brasil por isso [o PiG brasileiro, por exemplo].
Meu bom amigo Jorge Castañeda, em uma extensa entrevista em O Estado de São Paulo, chegou a dizer que Brasil se estaría comportando como 'um anão' e não como um 'diplomata gigante' ao assumir batalhas menores por 'um país indeciso'. Isso não corresponde, diz ele, com as aspirações do Brasil como membro permanente de Segurança da ONU."

"Nisto o ex-chanceler mexicano, que geralmente é tão preciso em sua análise, está errado."

"Qual é a importância de Honduras? Porque o quarto país mais pobre da América Latina, com uma renda per capita de apenas $ 1.900, agora é a questão mais urgente na inter-agenda americana? Qual o por quê de no último meio século, nenhum caso de Honduras foi rejeitado nas Américas? Quando Cuba foi suspensa da OEA em 1962, a votação foi dividida, o segundo país a sofrer isso, 47 anos depois, foi Honduras, e a votação foi unânime. O que ele diz disso?"

[...]

"Ao assumir a crise de Honduras como uma prioridade, o Brasil simplesmente expressa o consenso latino-americano no assunto. A noção de que isso prejudicaria [ou está prejudicando] o Brasil e seu papel global é injustificavél. Se Brasília resolver as complexidades de Honduras e, assim, ter um problema resolvido fora os E.U.A, Washington seria eternamente grato. Assim, Brasília começará a ter o tipo de liderança regional que estávamos esperando há muito tempo."

Jorge Heine, advogado, diplomata e ex-ministro do Chile, é professor de Governança Global da Escola Balsillie de Assuntos Internacionais em Waterloo, Ontário.

Tradução por Danilo Duarte.

Texto Original e na Íntegra

http://www.elpais.com/articulo/opinion/Brasil/crisis/Honduras/elpepiopi/20090930elpepiopi_5/Tes

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